No âmbito do ciclo de Encontros PERPHOTO 2020/21, na versão em streaming, no dia 4 de Dezembro Tânia Dinis apresenta Imaginário familiar – linha de tempo, parte da série  “Arquivo de Família”. De seguida haverá um debate em torno das problemáticas do potencial performativo do arquivo e da pertinência das imagens como objecto e matéria do discurso.
O evento será transmitido online, entre as 18h30 e as 21h00, pela plataforma Zoom (acesso através deste link) e na página facebook do projecto PERPHOTO.

Imaginário familiar – linha de tempo parte de um trabalho de pesquisa e criação, sobre intimidade, arquivo de família, documento, relação tempo-imagem-memória-sonho, e estes trabalhos em específico, estão inseridos na série “Arquivo de Família”, a qual está em constante desenvolvimento e atravessa diversas perspetivas e campos artísticos, como o da fotografia, o da performance, o do cinema. Esta pesquisa, começa por investigar e recolher imagens, pessoais ou não, assim como outros dispositivos: filmes, cartas, diapositivos, fotografias, objetos – para depois serem reunidos em experimentos artísticos, reorganizados, revisitados e manipulados pela montagem, implementando colagens e fragmentos sonoros, construindo pequenas narrativas, num exercício de confrontação da imagem e/com o som, da exploração da ideia de imagem como uma experiência da efemeridade do tempo e da memória.

Bio
Tânia Dinis (1983) é Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela FBAUP (2015). O seu trabalho atravessa diversas perspetivas e campos artísticos – fotografia, performance, cinema – numa estética relacional, partindo de imagens de arquivo de família, pessoais ou anónimas, da sua apropriação, ou outros registos de imagem real, numa relação tempo-imagem-memória. Em 2013, realiza a primeira curta-metragem, “Não são favas, são feijocas“, premiada em vários festivais de cinema, seguida de outros trabalhos – “Arco da Velha” (2015),  “Laura“ (2017)  prémio de melhor curta-metragem no Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo e  “Armindo e a Câmara Escura”. Foi realizadora do programa SANGUE NOVO 22º Festival de cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, 2019, ano em que faz a co-criação Linha de Montagem com Pedro Bastos e Sara Costa, que parte do Arquivo do Teatro Oficina-CIAJG–Guimarães. Selecionada para ARTISTA NO CENTRO 2019/2021, pela Oficina – Guimarães, foi uma das vencedoras do Open Call dos Laboratórios de verão na gnration Braga com a instalação audiovisual – sobrepostos.
Criou, entre outras, as performance BASTIDORES (2019), que partiu do arquivo fotográfico do Teatro Rivoli e de antigos funcionários entre os anos 40/80, para o 87º Aniversário do Rivoli, Temporárias em co-criação com Maria Antónia Mion (BR) e Ana Villanueva (ARG), no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, Buenos Aires e Curitiba, produção do Teatro Oficina (2017), “Curva Ascendente“(2014), “ROTA” (pequena história de uma família) (2015), FEMALE (2012). Tem colaborado em projetos com curadoria de Eduarda Neves, com a Produtora Bando à Parte, com o CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura e a Oficina. Integrou exposições individuais e coletivas em espaços como: Sputenik the window (Porto), A Gentil Carioca-Abre Alas (Brasil), Maus Hábitos (Porto), Solar – Galeria de Arte Cinemática, Museu Júlio Dinis (Ovar), Bienal de Cerveira, Encontros da Imagem Braga, Cinémathèque Québécoise. (http://taniasofiadinis.wix.com/tania)